O Presidente ucraniano apelou hoje ao reforço das relações com a União europeia, garantindo na abertura da cimeira com a UE que o seu país está determinado em integrar completamente o bloco europeu.
Em resposta, o Presidente em exercício da UE, José Sócrates, prometeu empenhar-se na resolução até final do ano da questão dos vistos de entrada para cidadãos ucranianos na União, uma das principais exigências de Kiev.
Viktor Yushchenko também garantiu aos líderes europeus presentes que as próximas eleições parlamentares na Ucrânia serão honestas e democráticas.
«Isso é fundamental para a normalização da situação política no nosso país», disse.
As eleições de 30 de Setembro resultam de um acordo entre Yushchenko e o seu rival, o Primeiro-Ministro Viktor Yanukovych e deverão aliviar a confrontação que paralisou a cena política e criou uma sensação de ausência de normalidade para os 47 milhões de ucranianos que a buscam incessantemente desde que alcançaram a independência após o colapso da União Soviética em 1991.
Yushchenko tem lutado pela integração na União europeia e na Nato para diminuir a influência da Rússia na Ucrânia que Moscovo dominou durante séculos.
A Ucrânia é um dos 16 países que participam no programa de boa vizinhança da UE, que oferece apoio financeiro, aconselhamento especializado e acesso facilitado ao mercado europeu em troca de um envolvimento empenhado dos receptores em assuntos como emigração, terrorismo e direitos humanos.
A cimeira de hoje não vai registar nenhum grande desenvolvimento, mas os dois lados vão debater assuntos relativos à integração, facilitação de vistos de entrada, e segurança nuclear. No final as duas partes deverão assinar um protocolo de «cooperação reforçada».
O Presidente do Conselho em exercício prometeu hoje às autoridades ucranianas empenhar-se na resolução até a final do ano da questão dos vistos de entrada na UE para os cidadãos ucranianos.
Yushchenko instou os líderes europeus a reforçarem ainda mais as relações com o seu país: «A nossa escolha democrática europeia é final e irreversível.»
Yushchenko e o mais pro-russo Yanukovych lutam pela liderança do país desde a revolução laranja de 2004 - na qual manifestantes de rua protestaram contra fraudes durante a eleição presidencial nas quais Yanukovych foi inicialmente declarado vencedor.
O Supremo Tribunal anulou os resultados e Yushchenko venceu a recontagem dos votos. Mas Yanukovych regressou em 2006 quando o seu partido obteve o maior número de lugares no parlamento o que o conduziu ao cargo de Primeiro-Ministro num governo que se opõe ao Presidente Yushchenko.
Diário Digital / Lusa
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