O ex-comissário europeu de Justiça e Assuntos Internos António Vitorino defendeu hoje a criação de "mecanismos mais ousados" de coordenação das políticas nacionais de admissão de imigrantes na União Europeia.
"Não há um poder central que decide quantos e que imigrantes cada país quer. Cada país é livre para definir quantos e que imigrantes quer. Mas, são necessários mecanismos mais ousados de coordenação das políticas nacionais de admissão de imigrantes", afirmou António Vitorino.
Questionado sobre a que mecanismos se estava a referir, o ex-comissário europeu de Justiça e Assuntos Internos, apontou, como exemplo, uma maior flexibilização das políticas de "imigração circular", ou seja, imigrantes que vêm para a Europa, regressam depois ao seu país de origem e, mais tarde, voltam a entrar no espaço da União Europeia.
Além disso, acrescentou, é também necessário uma "coordenação mais efectiva das políticas de imigração".
"É preciso que os Estados falem mais, que se coordenem entre si", salientou António Vitorino, que falava aos jornalistas à margem da conferência dos presidentes das comissões parlamentares de Justiça e Assuntos Internos dos parlamentos da União Europeia, que decorre na Assembleia da República.
Contudo, defendeu ainda o ex-comissário europeu, apesar da definição de "princípios comuns" de política de imigração na União Europeia, esses mecanismos devem apenas ser "a base para cada país trabalhar" na integração dos seus imigrantes.
"Cada caso é um caso. Há realidades diferentes em cada país, não há um sistema em que se vá ao pronto-a-vestir e se compre um fato de integração", disse.
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Fonte: www.rtp.pt
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